Muita gente chega ao Marrocos pensando apenas em Marrakech e volta encantada com tudo o que existe além dela. O país reúne cidades imperiais com medinas medievais, montanhas do Atlas com vilarejos berberes e o deserto do Saara, onde a noite em um acampamento entre as dunas costuma ser o momento mais marcante da viagem.
Este roteiro foi pensado para quem quer conhecer o Marrocos de forma completa, sem passar a viagem inteira dentro de uma van.
As cidades imperiais do Marrocos
O Marrocos teve quatro capitais imperiais ao longo da história: Fez, Marrakech, Meknès e Rabat. Cada uma tem personalidade própria.
- Fez: a medina de Fès el-Bali é uma das maiores áreas urbanas sem carros do mundo e Patrimônio Mundial da UNESCO. Os curtumes de couro, as madrassas e as vielas estreitas mostram o Marrocos mais tradicional.
- Marrakech: a praça Jemaa el-Fna ganha vida no fim da tarde, com músicos, contadores de histórias e barracas de comida. O Jardim Majorelle e os palácios da Bahia e El Badi completam a visita.
- Meknès: menos turística, tem portões monumentais e fica perto das ruínas romanas de Volubilis.
- Rabat: a capital atual, organizada e tranquila, com a Torre Hassan e a Kasbah dos Udayas.
Casablanca costuma ser o ponto de chegada dos voos internacionais. A cidade é moderna, mas vale a visita à Mesquita Hassan II, à beira do Atlântico, uma das poucas do país abertas a visitantes não muçulmanos em visitas guiadas.
Chefchaouen, a cidade azul
No norte, nas montanhas do Rif, fica Chefchaouen, conhecida pelas casas pintadas em tons de azul. É uma parada calma, ótima para fotografias e para descansar entre Casablanca e Fez. Uma noite na cidade é suficiente para a maioria dos viajantes.
O deserto do Saara em Merzouga
O ponto alto do roteiro para muita gente é a noite no deserto. Em Merzouga, no leste do país, ficam as dunas de Erg Chebbi, que chegam a cerca de 150 metros de altura.
A experiência mais comum inclui passeio de camelo ou 4×4 no fim da tarde, jantar e música berbere em um acampamento e o nascer do sol sobre as dunas. Há acampamentos simples e opções com banheiro privativo e camas confortáveis, o que torna a experiência acessível para todos os perfis.
O trajeto entre Fez e Merzouga é longo, mas passa pela cidade de Ifrane, pelas florestas de cedro do Médio Atlas e pelo vale do Ziz, o que transforma o deslocamento em parte do passeio.
Kasbahs, gargantas e Aït Ben Haddou
Na volta do deserto em direção a Marrakech, o caminho passa pelas gargantas do Todra e do Dades, por oásis e pela chamada rota das mil kasbahs.
A parada mais famosa é Aït Ben Haddou, vilarejo fortificado de barro tombado pela UNESCO e cenário de vários filmes e séries. Perto dali, Ouarzazate abriga estúdios de cinema que podem ser visitados.
Roteiro sugerido de 10 a 12 dias
- Dia 1, Casablanca: chegada e Mesquita Hassan II.
- Dia 2, Rabat e Chefchaouen: visita à capital e subida para a cidade azul.
- Dias 3 e 4, Fez: medina, curtumes e Meknès com Volubilis.
- Dias 5 e 6, Merzouga: estrada pelo Atlas e noite no deserto.
- Dia 7, Todra e Dades: gargantas e vale das rosas.
- Dia 8, Aït Ben Haddou: kasbah e passagem pelo Alto Atlas.
- Dias 9 a 11, Marrakech: medina, jardins, palácios e um dia livre para hammam ou compras.
- Dia 12: retorno.
Quem tem mais tempo pode incluir Essaouira, cidade costeira com muralhas e porto de pescadores, a cerca de três horas de Marrakech.
Melhor época para viajar ao Marrocos
Os períodos mais agradáveis são de março a maio e de setembro a novembro. Nessas épocas, as cidades têm temperaturas amenas e o deserto fica confortável durante o dia.
No verão, o calor é intenso no interior e no Saara. No inverno, os dias costumam ser agradáveis, mas as noites no deserto e nas montanhas são frias, e pode nevar no Atlas.
Documentos e entrada para brasileiros
Brasileiros não precisam de visto para turismo no Marrocos em estadias de até 90 dias. É preciso apresentar passaporte com validade mínima de seis meses e, quando solicitado, comprovante de hospedagem e passagem de volta. A vacina contra a febre amarela não é exigida para quem sai do Brasil.
As regras podem mudar, por isso a Avenida Brasil Turismo confere os requisitos atualizados no momento da reserva.
Dicas para aproveitar melhor
- Vista roupas que cubram ombros e joelhos, principalmente nas medinas e cidades do interior.
- A moeda é o dirham marroquino. Tenha dinheiro em espécie para mercados e gorjetas.
- Pechinchar é esperado nos souks. Faça com calma e bom humor.
- Nas medinas de Fez e Marrakech, um guia local evita que você se perca e explica a história de cada canto.
Quer saber mais sobre a cultura do país? Leia Marrocos: culturas, paisagens e experiências e nosso guia de viagem ao Marrocos.
Perguntas frequentes
Quantos dias são ideais para o Marrocos?
Para incluir cidades imperiais, deserto e Marrakech, o ideal é entre 10 e 12 dias. Com 7 dias, o roteiro precisa escolher entre o norte e o deserto.
Dormir no deserto do Saara é confortável?
Sim. Há acampamentos com tendas equipadas, banheiro privativo e camas de verdade. O nível de conforto é escolhido na hora de montar o roteiro.
Brasileiro precisa de visto para o Marrocos?
Não, para turismo de até 90 dias. Basta passaporte com pelo menos seis meses de validade.
É seguro viajar pelo Marrocos?
O Marrocos recebe milhões de turistas por ano e as rotas turísticas são bem estruturadas. Com traslados organizados e guias locais, a viagem é tranquila.
Planeje seu roteiro no Marrocos
A Avenida Brasil Turismo monta roteiros pelo Marrocos com atendimento em português: voos, riads, motorista particular, noite no deserto e guias nas medinas. Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp (44) 98447-3797 e peça seu orçamento.
